“Este país imenso abriga diferentes regiões de vinho e uma estrutura qualificada para bons vinhos. Apesar disso, ele era conhecido no exterior como produtor de vinhos frutados, apetitosos e baratos, classificados como “raio de sol engarrafado”, que foram devorados rapidamente. A viticultura na Austrália remonta a meados do século XIX, quando os primeiros colonos europeus plantaram seus vinhedos e por isso as regiões historicamente importantes localizam-se perto das maiores cidades do Sul – área em que os primeiros europeus se fixaram.Às regiões estabelecidas, como Barossa Valley, Mc Laren Valley, Hunter Valley e Clare Valley, juntaram-se às recém-chegadas, como Margareth River e a renascida Yarra, no começo dos anos 1970. A essas se seguiram a Mornigton Península, Heathcote, Tasmânia e o Distrito de Canberra, só para citar algumas e a Austrália ostenta hoje mais de 60 GIs – Geographical Indicators – termo ideal para as regiões de vinho.
Problemas como seca, incêndios florestais, excesso de produção e o aquecimento global estão a desafiar os viticultores, mas no passado eles provaram ter recursos e por isso não há por que não ser bem-sucedidos nos próximos anos. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – Edição 2012 – Folha de S. Paulo
Degustação
New Moon Shiraz 2009 – álcool: 13,5% – região: Southe Eastern Australia – importador: Almería – Av. Dr. Arnaldo 134, São Paulo – SP – preço: R$ 55 - exibiu cor vermelho rubi intenso com boa profundidade. Perfil aromático unidimensional com notas herbáceas. Na boca exibiu taninos potentes, alguma sobra de álcool e acidez mediana. Depois de algum tempo de aberto, o vinho arredondou e mostrou alguma maciez. Concentrado, demonstrou boa harmonia entre fruta e madeira. Longo e persistente, terminou um pouco secante. Avaliação: 85/100 pts.
A Espanha possui uma forte tradição histórica na produção de vinhos e atualmente é o país com maior área plantada com vinhedos no mundo. Seu modelo de classificação segue o modelo adotado pela União Européia, com quatro classificações principais: DOC (Denominación de Origen Calificada, DO (Denominación de Origen), Vino de la Tierra e Vino de Mesa. Para os DOC e para os DO, os termos Crianza, Reserva e Gran Reserva são muito importantes porque contam com proteção legal. Esses termos referem-se a vinhos de qualidade superior, que estagiaram em madeira e que foram submetidos a envelhecimento nas caves antes de irem para o mercado. Esse tempo varia de seis meses a cinco anos. As principais uvas cultivadas são a Tempranillo, Garnacha, Cariñena e Graciano. Contudo, existe uma região produtora que foge desses padrões e que fica no nordeste da Espanha e que integra a Catalunha, que como sabemos possui forte espírito independente. Essa região é o Priorato, que apesar de ser uma das menores passa a ter muita relevância por causa de sua reputação. Lá, cepas internacionais como Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e até Pinot Noir pontificam e são cultivadas ao lado de vinhedos centenários de Garnacha e Cariñena.
O relevo acidentado dificulta a mecanização e os vinhedos estão plantados em terraços que serpenteiam as íngremes encostas a 700 metros de altitude, sobre solo de base xistosa denominado licorella, que proporciona excelente drenagem para as videiras e que também se caracteriza por contribuir no forte acento mineral no gosto dos vinhos. Nesse sentido, os vinhos dessa região espanhola não são muito conhecidos nessas bandas. O motivo principal é que são eclipsados pelos conhecidíssimos vinhos de Rioja e Ribera del Duero. Contudo, não podemos esquecer que são vinhos caros e de perfil forte, com muito álcool sobrando e com evidentes traços minerais que lhes conferem perfil austero. Não são fáceis de beber por conta da rusticidade das cepas locais Garnacha e Cariñena, que precisam ser muito bem vinificadas para mostrar suas virtudes.
Degustação
Pinord Balcons Priorat DOC 2005 – álcool: 14% – uvas: Garnacha (50%), Cariñena (2%), Cabernet Sauvignon (25%) e Merlot (23%) – importador: Winery Distribuidora de Alimentos Ltda. – preço: R$ 198 – vermelho rubi intenso, profundo com leve halo granada em formação. Aromas complexoscom notas de geléia de frutas vermelhas e negras, tostados e especiarias sobre um fundo herbáceo. Na boca e um vinho tânico (muito boa qualidade), macio, acídulo, alcoólico e concentrado. Expansivo, largo, termina rugoso e com média/longa persistência. Avaliação: 89/100 pts.+
Esporão Private Selection 2007, um vinho produzido somente nas safras excepcionais, foi degustado recentemente. O exemplar era uma magnum, e o seu conteúdo, ao ser despejado na taça exibiu uma sedutora cor púrpura intenso com bastante profundidade e no nariz a complexidade de aromas já adiantava o que viria a seguir…um vinho elegante, de taninos aveludados, macio, sem a dureza de alguns exemplares Alentejanos disponíveis nessas bandas. Aristocrático, nobre, expansivo, acídulo, suculento, madeirado, dono de uma fruta vermelha e preta copiosa, é do tipo de vinho que fica na taça por muito tempo. Não custa nem um pouco barato (na casa dos R$ 180 a garrafa de 750 ml), mas enfrenta com dignidade, sem se intimidar, caldos europeus do dobro ou até do triplo do preço. Então, se não posso falar em preço-qualidade de um vinho de quase R$ 200, posso dizer que o dinheiro empregado na sua compra não será em vão. Um dos alentejanos prediletos deste escritor. Dou-lhe 91/100 pts.++
As Bodegas y Viñedos Santa Rosapodem ser consideradas das mais antigas em operação no Uruguai. Conta atualmente com 107 anos e está devidamente aparelhada para produzir vinhos finos e espumantes método champenoise. Tudo começou em 1860 quando o filho do imigrante genovês Don Marcos, Juan Bautista Passadore com sua esposa Doña Rosa Saettone plantaram o primeiro vinhedo no barrio Colón, em Montevidéo. A bodega foi fundada em 1898 com o primeiro vinho elaborado com a casta italiana Nebbiolo. Os vinhos foram comercializados com a marca “Santa Rosa”. Atualmente, a empresa conta na sua direção com descendentes das 3a., 4a. e 5a. gerações, dando continuidade ao trabalho desenvolvidos por seus antepassados, com uma extensa gama de vinhos agrupados nas seguintes categorias: vinhos finos e reservas, espumantes (método champenoise) e sidras e licorosos de Solera.
Santa Rosa Reserva Tannat Reserva 2006 – álcool: 13% – região: Las Violetas/Canelones/Montevidéo - contra-rótulo: “This world wine is a blend of the following varieties: Tannat 60%, Merlot 25% e Cabernet Sauvignon 15%. It has been carefully aged in America and French oak for upto two years to ensure a balance between ist full body and its well developed flavours. Juan Bautista Passadore has a remarkable bouquet and a ligering finish that will delight the most demading Bordeaux lover. Deriving form and excellet haverst t has been skillfully cafted using grapes exclusively from our private vineyards. This wine should continue to aged well in this bottle”. Endereço do produtor: www.bodegasantarosa.com.uy
Sobre o importador
A Prime Wine, de Marcos Varella, é o importador oficial no Brasil dos vinhos produzidos pela centenária “Santa Rosa – Bodegas y Viñedos”. A sede da Prime Wine fica nesta Capital, na Avenida Tiradentes 258, CEP 01102-000, telefone 55 11 3313 0322. Importa os seguintes vinhos: Espumante Demi Sec Medio & Medio, o top da casa Juan Batista Passadore, Gran Reserva 2006, blend de Tannat (60%), Merlot (25%) e Cabernet Sauvignon (15%), amadurecido em barrica de carvalho francês e americano por 24 meses e o Tannat Reserva 2006, amadurecido durante 24 meses em barrica de carvalho de origem não divulgada para depois continuar amadurecendo na garrafa.
Juan Bautista Passadore Gran Reserva 2006 – álcool: 13% – região: Las Violetas/Canelones/Montevidéo - uvas: Tannat (60%), Merlot (25% ) e Cabernet Franc (15%) -preço: R$ 85 – vermelho-rubi límpido, intenso, brilhante com halo granada em formação. Aromas complexos com notas de sous-bois, fruta madura, caramelo, chocolate sobre fruta madura. Na boca a sua entrada revela um vinho rico, pleno, de taninos redondos, aveludados, acidez adequada e de ótima concentração de sabor, com notas de bala toffee. Gostoso do começo ao fim, é um vinho denso, que está no auge e deve permanecer assim por mais alguns anos. Presença obrigatória na adega. Avaliação: 89,5/100 pts.+
O extraordinário número de variedades de uvas de qualidade em diferentes regiões demonstra o enorme potencial das áreas vitícolas italianas em comparação com a produção do “Novo Mundo”.
Nos últimos anos, muitos produtores têm reavaliado essas “vinhas históricas” para produzir vinhos do mais alto nível de qualidade, os quais representam as características típicas de uma área determinada.
Mesmo a Vinícola Palazzone dá a sua contribuição para a descoberta e exploração de uma variedade importante da Umbria, a Grechetto; uma variedade da família da uva Greco (daí talvez a sua origem), identificada atualmente através de seleção clonal apropriada.
A Grechetto, sempre integrou a composição do Orvieto Classico, tem excelentes características de fecundidade, de estrutura e equilíbrio e desde 1997, é utilizada em outros vinhos. Também existe um Grechetto puro, vinificado em aço inoxidável. De cor palha delicado, o nariz e convidativo, mostra sutileza, mineralidade, corpo leve e um retorno final com uma fruta perfumada, vai bem com peixes e mariscos cozidos com grande facilidade.
Palazzone Grechetto 2010 – IGT Umbria – R$ 58 – palha levemente carregado com algum brilho. Nariz pouco intenso mas de boa complexidade com notas florais e vegetais. Boca firme, fresca, acidez média proporcionando a sensação de “boca limpa”. De média persistência, termina macio, sem amargor. Avaliação: 87/100 pts.
Fundada em 1584, a Gosset, instalada em Aÿ, é provavelmente a mais antiga das casas de champagne. Depois de mais de 400 anos em poder da família Gosset, foi comprada em 1994 pela família Cointreau, tendo sido competentemente dirigida por Béatrice Cointreau até 2007. As uvas têm sido manejadas com habilidade desde 1983 pelo chef de cave natural de Aÿ Jean-Pierre Mareigner, que Tom Stevenson incluiui em sua lista dos maiores vinicultores de todos os tempos em Champagne. Na Gosset, a fermentação maloláctica é sempre interrompida, o que contribui para a grande longevidade dos vinhos e para o penetrante e potente estilo da casa. Em sua maioria, os champagnes cuvées oferecidos pela casa são parcialmente fermentados em carvalho, incluindo o notável cuvée de prestiges Celébris.
Degustação
Champagne Gosset Brut Excellence – safra: não safrada – região: Champagne/Aÿ – álcool: 13% – uvas: Pinot Noir (45%), Chardonnay (36%) e Pinot Meunier (19%) – importador: Grand Cru – preço: R$ 198 - palha esverdeado brilhante. Perlage intensa, fina e delicada, com bolhas pequenas e coroa de espuma. No nariz exibe gostosas notas de frutas maduras (pêra, pêssego e avelãs) complexas notas florais e de leveduras, acidez pungente, encorpada, viva, sedosa, profunda, delicadamemente fina, persistente e dotada de reconhecida capacidade de envelhecimento. Álcool na medida. Acento mineral. No fim-de-boca deixa uma nítida, elegante, redonda e persistente nota cítrica. Avaliação: 90,5/100 pts. +
A Cabernet Sauvignon é a uva mais usada para se misturar com a Sangiovese, mas o fato é que não há regras. Alguns Supertoscanos também utilizam Merlot, ou Syrah, muitas vezes em porcentagens mais elevadas do que a Sangiovese, ou com sua exclusão total. Enquanto o estilo varia, os denominadores comuns parecem ser pequenas produções. São vinhos intensos, frutados, ricos e concentrados. O delicioso Poggio Colombi Cabernet Sauvignon Maremma IGT Toscana 2009 parece não fugir à essa regra.
Poggio Colombi Cabernet Sauvignon Maremma IGT Toscana 2009 – álcool: 14% – região: Maremma/Toscana – preço: n/c – importador: n/c – vermelho rubi intenso, concentrado e de reflexo violáceo. Aromas pouco intensos mas complexos com notas de frutas vermelhas, especiarias, pimenta negra sobre uma nota de mentol. Na boca a sua entrada revela um vinho de taninos muito finos, fruta evidente sem ser ofuscada pela madeira, ótima concentração de sabor. Vinho sutil, acídulo, balanceado e sobretudo sedoso. Persistente, termina redondo prometendo longo amadurecimento na garrafa. Avaliação: 90/100 pts.+
A extensa appellation de Saint-Emilión cobre 5.400 ha e nove comunas, que são: a própria St-Emilión mais Saint-Christophe-des-Bardes, Saint-Etienne-de-Lisse, Saint-Hippolyte, Saint-Laurent-des-Combes, Saint-Pey-d’Armens, Saint-Sulpice-de-Faleyrens, Vignonet e partes da vizinha cidade de Libourne. A maioria das propriedades Grand Cru Classé fica perto da comuna de Saint-Emilión, Patrimônio da Humanidade da Unesco, onde os platôs de calcário conferem uma delicadeza distinta aos vinhos (além de fornecer pedras para muitas de suas construções). Outro grupo importante de châteaux de qualidade está situado mais perto da fronteira com a AC Pomerol, a exemplo de Figeac e Cheval Blanc. Fonte – O Grande Livro dos Vinhos – edição 2012 – FSP.
Chateau Montlisse Saint-Emilion Grand Cru 2003 – álcool: 13,5 % – uvas: merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc – preço: R$ 185 – importadopor TW Wines – telefone 011 8520 0711: vermelho rubi com nítido halo granada. Complexos aromas de tabaco, torrefação, defumado sobre uma nota de sous-bois. Na boca ratificou esses aromas e exibiu taninos sólidos, macios, redondos de fina textura. Longo, intenso, termina sedoso e amável. Avaliação: 89/100 pts.
O palco desse duelo foi um tradicional restaurante de São Paulo. De um lado o pontuadíssimo Seña 2007, corte de Cabernet Sauvignon (65%), Carménère (26%), Cabernet Franc (5%), Syrah (3%) e Merlot (1%), que arrancou nada menos do que 96/100 pts. da Wine Advocate (Robert Parker), sem dúvida, um dos grandes vinhos chilenos. Do outro lado, como desafiado o conhecido Aalto 2007, um vinho espanhol de Ribera del Duero, elaborado nada menos por Mariano Garcia, que já foi enólogo da Vega -Sicilia por 30 anos. Elaborado com Tinta del Pais (Tempranillo). O primeiro custa R$ 498,um preço elevado para um vinho do Novo Mundo, muito provavelmente decorrente das elevadas pontuações que recebe safra após safra, o que demonstra consistência do produtor. Já o vinho ibérico, custa cerca de R$ 358 (safra 2006 – Bacco’s), também bem pontuado, mas com nada desprezíveis 95/100 pts. da mesma Wine Advocate de Robert Parker e outras premiações. Não preciso dizer que ambos passam longo período de amadurecimento em barrica de carvalho francês….o Seña 18 meses e o Aalto 23 meses.
Ambos foram servidos às cegas. O primeiro vinho apresentou cor vermelho rubi profundo, intenso com halo violáceo. Aberto nos aromas com notas de frutas em compota, baunilha, tabaco e algum tostado. Na boca taninos presentes de ótima qualidade contrabalançados pelo álcool elevado (14,5%) e pela acidez gastronômica. O perfil aqui conjuga força com elegância. Fluído, expansivo e com todos elementos em sintonia, terminou persistente e salivante. O segundo vinho já causou impacto na taça com sua cor quase retinta com reflexo púrpura. Aromas menos complexos do que o vinho anterior, contudo, com excepcional evolução na taça com baunilha, uma profusão de frutas negras e vermelhas sobre um fundo mentolado, quase que denunciando a sua casta, a Tempranillo. Na boca um vinho concentrado, um pouco mais denso do que o vinho anterior, com ótima acidez mas um pouco menos persistente. No final de boca se mostrou elegante ao remeter os degustadores às sensações iniciais. Enfim, um grande vinho espanhol que necessita de mais algum tempo na garrafa para mostrar toda sua classe. Deve estar no período de “hibernação” para daqui uns dois ou três mostra toda sua exuberância. Um grande. Abri-lo agora foi quase que cometer um verdadeiro “infanticídio viníco”.
Conclusão
Fugindo à regra deste blog esses dois vinhos não serão pontuados. Explico. Se o fizesse, certamente que o vinho “desafiante” receberia uma pontuação maior. Todavia, entendemos que a comparação de um vinho elaborado majoritariamente com Cabernet Sauvignon com outro de Tempranillo não é pertinente, mesmo que as safras sejam coincidentes. Mas sem perder tempo com outras considerações, vamos direto à conclusão. Não é porque o Seña custa R$ 498 e já tenha recebido pontuações elevadas da WA de Robert Parker que isso lhe dá a credencial de ser imbatível. Ledo engano. Essa degustação, que na realidade foi apenas uma brincadeira entre amigos trouxe um ensinamento para quem gosta de vinho: não devemos beber rótulos, premiações e nem pontuações. Não devemos acreditar piamente em tudo o que lemos. As pontuações são úteis para orientação do consumidor (até as pedras sabem que este escritor as defende, porque foi assim que aprendemos a analisar vinhos e porque as pontuações servem de norte para os interessados), mas nem sempre devemos nos apegarmos ferrenhamente a elas, eis que no mundo do vinho a verdade que deve imperar é a “verdade da taça”. Ou seja, o bom senso é imprescindível. O que deveria ser nem sempre é: não é porque recebeu 96/100 pts. da WA de RP que o vinho é melhor do que outro que recebeu 95/100 pts…. Aqui o vinho que recebeu maior pontuação foi o melhor, mas nem sempre é assim.
Em 1997 Charles Back, proprietário da Fairview, uma das mais populares e bem sucedidas vinícolas da África do Sul, comprou uma fazenda chamada Klein Amoskuil próximo a Malmesbury em Swartland, mais conhecida pelas plantações de trigo do que vinho. Em apenas dois anos ele transformou a propriedade, plantando variedades nada típicas como Mourvèdre, Grenache, Petite Sirah, Barbera, Tannat, Sangiovese, Zinfandel e Carignan e alcançou resultados incríveis. Em sua essência, o nome Spice Route reflete o que o vinhedo, o vinho e as pessoas realmente são. Remete ao século 15 quando os antigos marinheiros enfrentam as grandes tempestades chamadas de “Cape of Storms” em suas embarcações trazendo especiarias da Índia pela rota chamada “Spice Route”. Estando nos vinhedos da Spice Route, a vista da Table Mountain leva a imaginação de volta a cena onde os marinheiros atravessam com suas embarcações o Cabo para chegar a Europa. O nome de sua criação é igualmente evocativo ao estilo dos vinhos produzidos: ricos, complexos, extremamente agradáveis com fruta madura e madeira delicada.
O Spice Route Sauvignon Blanc 2011 é complexo, mineral e frutado.
Degustação
Spice Route Sauvignon Blanc 2011 – álcool: 14% – região: Paarl – importador: Ravin – preço: R$ 77 – Palha claro quase translúcido, com leve reflexo esverdeado. Aromas pouco intensos mas complexos com notas de arruda, maracujá maduro, grama cortada sobre um fundo cítrico, que se repete no paladar denso, concentrado, mineral e sobretudo guloso, eis que apresenta leve doçura no fim-de-boca. Limpo, vegetal, sem arestas, seu estilo é diferente dos Sauvignons costeiros chilenos e dos neozelandeses. É “classudo” e gastronômico, porque cresceu à mesa. Persistente, é o tipo de vinho que não pára na taça. Avaliação: 89/100 pts.
96-100 pts. Espetacular
90-95 pts. Excelente
85-89 pts. Muito Bom
80-84 pts. Bom
75-79 pts. Regular
50-74 pts. Fraco
símbolo + após a nota = vinho que tem condições de envelhecer bem nos próximos 0-5 anos
símbolo ++ após a nota = vinho que tem condições de envelhecer bem nos próximos 5-10 anos ou mais