Category Archives: Vinho do mês – CBE

Vinho do mês: Sur de Los Andes Malbec Reserva 2007 – CBE #

Para o mês de dezembro de 2011, quem escolheu o tema para o 62° vinho da Confraria Brasileira dos Enoblogs, foi o  Silvestre Tavares, do blog Vivendo a Vida. O tema sugerido: “Malbec argentino até R$ 70″ foi bastante apropriado, eis que a qualidade dos Malbecs rgentinos  está cada vez melhor.  Assim sendo, escolhemos o Sur de Los Andes Malbec Reserva 2007, produzido em Mendoza – Argentina. 

A Bodega Sur de Los Andes foi criada em 2005, por Guillermo Banfi, filho de Rubén Banfi da Bodega Cinco Tierras. Especializada na produção vinhos de boa relação custo-benefício das castas Malbec, Bonarda e Torrontés, a Sur de Los Andes focou inicialmente o mercado norte-americano, que ele tão bem conhecia. Depois vieram Canadá, Reino Unido e Brasil.

Sur de Los Andes Malbec Reserva 2007

Sur de Los Andes Malbec Reserva 2007 - álcool: 14% – uvas procedentes do Vale de Uco (60%), Medrano e Agrelo em parte iguais (20%)  – corte: Malbec (95%), Bonarda (4%) e Cabernet Franc (1%) – Cerca de 30% do mosto passou por carvalho americano – Preço: R$ 34 – importador: MS Import – vermelho rubi intenso profundo com halo púrpura. Olfato com notas de especiarias e frutas negras sobre um discreto fundo floral (violetas). Na boca um vinho de taninos presentes, leve nota de chocolate, acidez média, corpo médio  e  final com levíssima adstringência. Vinho fácil de beber, de boa relação preço-qualidade e tipicidade. Apresentou boa harmonia com o “Filet au Poivre” do Restaurante Poivre de São Paulo. Avaliação: 87,5/100 pts.+

Vinho do mês: Villa Francioni Sauvignon Blanc 2008 #cbe

Para o mês de outubro de 2011, quem escolheu o tema para o 60° vinho da Confraria Brasileira dos Enoblogs, foi o  Marcelo di Morais, do blog  homônimo.  O tema sugerido: “Qualquer vinho branco nacional até R$ 80″ foi bastante apropriado, eis que a qualidade dos brancos nacionais está cada vez melhor.  Assim sendo, escolhemos o Villa Francioni Sauvignon Blanc 2008, produzido em São Joaquim – Santa Catarina.

O VF SB 2008 exibiu bom frescor e tipicidade rara de se encontrar no Brasil.

Degustação

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2008 – álcool: 13,6% – região: São Joaquim e Bom Retiro/SC – preço: R$ 59,90 (Makro Butantã) – exibiu cor palha com reflexo levemente dourado. Aromas típicos da casta com notas de arruda, nuances vegetais, fruta tropical madura (lima) sobre um fundo discretamente defumado. Na boa confirmou a complexidade exibida no olfato e se destacou por seu frescor sem dar sinais de cansaço.  Muito boa acidez e integração dos elementos álcool, fruta e acidez. Um vinho que confirma a informação de seu contra-rótulo sobre sua longevidade. Também se destaca por sua tipicidade, rara no Brasil e notadamente na serra Gaúcha onde a Chardonnay e a Riesling Itálico dão resultados satisfatórios. Deixa um toque herbáceo no fim-de-boca. Avaliação: 88/100 pts.

Cava Chatel Brut Reserva – vinho do mês CBE #

O vinho do mês de setembro é um espumante espanhol que já degustamos pela terceira vez consecutiva e que demonstrou consistência: Cava Chatel Brut Reserva.  A garrafa indica o número do lote: 110318/1 Um pouco de informação sobre o produtor,  Bodega Pinord: é uma vinícola familiar de longa tradição vitivinícola de mais de cento e cinquenta anos, quando a família Tetas começou a produzir vinhos brancos e tintos em Sant Cugat de Sesgarrigues. Hoje, são três gerações trabalhando lado a lado na adega. Em 1942, Josep Tetas estabeleceu a Bodega atual em Vilafranca del Penedès, na região da Catalunha (DO Penedès), a apenas quatro quilômetros da propriedade original. O nome “Pinord” é derivado de uma “Pi del Nord” (pinho do norte), que existia nessa região. Vilafranca del Penedès está localizada entre Barcelona e Tarragona. Ao Norte de Vilafranca estão as montanhas de Montserrat e ao Sul a costa de Sitges e Salou”.
 
 

O Cava Chatel continua custando R$ 21,90 no Carrefour do Shopping Eldorado: a garrafa desse post foi adquirida no dia 31.08.2011. Difícil de se encontrar no mercado um Cava de tanta tipicidade por esse preço!!

 Contra-rótulo:

“Aromas intensos, onde os da segunda fermentação, entre os que encontramos banana madura e abacaxi, lhe aportam um caráter próprio. Franco ao paladar, com sabores evolucionados em garrafa, de corpo suficiente. Seu carbônico lhe mantém fresco e vivo, persistindo em bonca durante longo tempo. Tomar bem frio. Após aberto, manter em geladeira ou local fresco e seco e consumir em até 1 dia”.

 

Degustação

Cava Chatel Brut Reserva – álcool: 11,5% – uvas: Xarel.lo (30%), Macabeo (40%) e Parellada (30%) – importador e distribuidor: Carrefour – preço: R$ 21,90 – palha com reflexo esverdeado. Perlage médio. Borbulhas presentes. Aromas medianamente intensos, com leves notas cítricas, pêra e mel. Na boca é redondo, harmonioso, com o típico acento mineral dos cavas espanhóis. Essa mistura de Macabaeo, Xarello e Parellada produz espumantes refrescantes e frutados. O portal do produtor informa que obteve da Wine Advocate (agosto 2010) 89/100 pts. Tem boa tipicidade e vale o preço, porque se destaca no quesito “frescor”. Termina sem amargor ou rusticidade. Avaliação: 86/100 pts.

Vinho do mês: Cerviolo IGT Toscana 2001 # CBE

“Supertoscanos” tema escolhido para o “vinho do mês de julho de 2011″ na Confraria Brasileira dos Enoblogs. Para este post escolhemos o poderoso Cerviolo 2001, produzido por San Fabiano de Calcinaia. Para Eduardo Viotti, autor da Coleção Folha o Mundo do Vinho,  Supertoscano “São alguns dos vinhos mais reputados da Itália. São também fruto da rebeldia de homens que se levantaram contra rigidez das leis da DOC que os impedia de fazer os melhores vinhos da Itália, e certamente alguns dos mais importantes vinhos do mundo. Na verdade, a concorrência dos vinhos tradicionais italianos diante dos grandes vinhos do Novo Mundo, em que toda aventura enológica era possível, estava ficando difícil em termos de qualidade – com a Itália perdendo terreno e tendo que destilar hectolitros de vinho. Além de concorrer cara a cara nos mercados internacionais, os orgulhosos vinhateiros toscanos queriam provar ser também capazes de elaborar, em seu terroir, maravilhas líquidas tão boas como aquelas – e tão sofisticadas quanto os melhores vinhos dos eternos rivais franceses. Parte dessa idéia decorre da concepção européia segundo a qual não importa tanto a uva de que é feito o vinho, mas sim a região de onde provém. A solução foi abrir mão do uso da DOC e elaborar o vinho da maneira como bem lhes aprouvesse, usando apenas a indicação Vino di Tavola ou IGT – Indicação Geográfica Típica, no máximo. O estilo bordalês não é o único adotado pelos supertoscanos; ao contrário, ele é hoje minoritário. A maioria dos orgulhosos e ricos vinhateiros modernos da Toscana fazem vinhos especiais com a própria Sangiovese local, em pureza ou em corte com outras variedades tintas. Por fim, fato é que quase todos grandes produtores da região de Chianti têm hoje seu Supertoscano. Além disso, ter um supertoscano ajuda a vender Chianti, pela força do bom nome”.
 
 
 
 
 

Cerviolo é um supertoscano que sempre recebe altas pontuações da crítica: 2/3 Gambero Rosso, 91/100 pts. em 30.04.2004 da WS e de RP em 15.10.2003

 

 

Cerviolo IGT Toscana 2001 (50% Sangiovese, 25% Cabernet Sauvignon e 25% Merlot)  – amadurecido durante 18 meses em barrica de carvalho novo, exibiu cor intensa, quase retinta, impenetrável, concentrada, com halo granada em formação, nariz com cedro, madeira fina, café torrado, geléia de frutas vermelhas, defumado tudo muito elegante. Boca subscrevendo totalmente o olfato, taninos polidos, fruta em profusão, perfeito equilíbrio do tripé álcool, acidez e taninos, longo, profundo e interminável, com mais cinco anos de vida pela frente, no mínimo!    Um gigantesco Supertoscano.  Importadora  Decanter -  safra atual: 2004 – telefone: 011 3073 0500 – Avaliação: 92/100 pts. + 

Éclat Botrytis Semillón 2007 – vinho do mês CBE#

Para o mês de junho de 2011, quem escolheu o tema para o 56° vinho da Confraria Brasileira dos Enoblogs, foi o confrade Leonardo Araújo, do blog vivaovinho.blogspot.com, um dos fundadores da CBE, consoante relata o Coordenador, Alexandre Frias.  O tema sugerido foi: “Vinho branco de sobremesa até R$ 100 “.  Assim sendo, escolhemos o Valdivieso Éclat Botrytis Semillón 2007, chileno do Vale de Curicó, amadurecido 12 meses em barrica de carvalho de origem não divulgada pelo produtor. Vencedor na sua categoria na 8a. edição do “Wines of Chile Awards 2011″ – AWoCA.
 

Éclat Botrytis Semillón 2007

 

Segue uma breve definição de Botritys Cinerea: ” Sauternes ensinou ao mundo como aproveitar a podridão nobre, causada pelo fungo Botrytis Cinerea. Esse fungo, naquela região de muita neblina, na confluência de dois rios caudalosos, prolifera-se sobre as uvas, perfurando a película e retirando dos bagos apenas a água de que necessita, deixando na polpa todo o açúcar e os ácidos fixos naturais. A uva fica concentrada, embora a produção seja escassa, cara e trabalhosa.”  Fonte: Coleção Folha de S. Paulo O Mundo do Vinho, de Eduardo Viotti.

 

Degustação

Éclat Botrytis Semillón 2007 – álcool: 9% – região: Lontué/Curicó – importador: Ravin – tel 011 5574 – 5789 – amarelo brilhante com reflexo dourado. Aromas  intensos e complexos com notas cítricas, mel e a tradicional nota crocante da botrytis. Na boca a sua entrada revela um vinho rico, cremoso, refrescante e apesar de ostentar apenas 9% de álcool tem boa estrutura, reforçada pela doçura natural da fruta, com pinceladas de limão e abacaxi, principalmente. Untuoso, de acidez vibrante que subscreve as notas de botrytis sinalizadas no nariz. Intenso, profundo e persistente, termina sem arestas. Sua principal virtude é o equilíbrio entre doçura, álcool e frescor. Avaliação: 91/100 pts.+  

Vinho de maio: Páramo de Corcos Barrica 2008 # CBE

 

Paramo de Corcos Barrica 2008 é o primeiro vinho da esquerda para direita, importado por Hannover. É o 55° vinho da Confraria Brasileira dos Enoblogs - CBE, Coordenada atualmente por Alexandre Frias, do blog "Diário de Baco".

A Bodega Páramo de Corcos realizou, à partir do ano 2.000, um extraordinário trabalho de recuperação de vinhedos centenários de Tempranillo, eis que desfrutam de um terroir único. A vinícola caminha para viticultura ecológica eis que sua produção é limitada, cultivo não estressante, respeito à natureza e meio ambiente e adoção de sistema de controle integrado de pragas que é um passo importante para a viticultura ecológica. Os vinhedos de Páramo de Corcos são beneficiados por invejáveis condições climáticas e de solo. A 950 metros sobre o nível do mar, com temperatura oscilando entre 40°C no Verão  a – 15° C  no Inverno, poucas chuvas e alto risco de geadas, um solo de características peculiares porque é ácido, arenoso com uma profundidade abaixo da camada de argila e uma superfície de cascalho em cima. A Bodega Páramo de Corcos utiliza somente a Tempranillo, cepa conhecida por adaptar-se a condições extremas e produzir vinhos únicos, reconhecidos internacionalmente. Todos os vinhos amadurecem em barricas de carvalho francês e americano durante o tempo necessário para conseguir a incensada harmonia entre barrica e vinho,  fruta e madeira. 

 

 

Vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs

Páramo de Corcos Barrica (safra atual 2008) – amadurecido cinco meses em barrica de carvalho 65%  francesas e o restante americanas. Permanece oito meses na adega antes de sua liberação.

 

 

Degustação

Páramo de Corcos Barrica 2008   - álcool: 14% – região: Moradillo de Roa/Burgos/Ribera del Duero – uva: Tempranillo - importador: Hannover – preço: não divulgado - Vermelho-rubi violáceo intenso com leve halo púrpura. No nariz toda exuberância  da Tempranillo, com notas de frutas vermelhas e pretas, cereja, amora com boa sustentação e leve defumado. Na boca sua entrada revela um vinho leve, de taninos muito macios contrabalançados por acidez e álcool integrados. Persistência média. Termina frutado e sem arestas. Facil de beber,  destacação pela integração entre fruta e madeira que permite vislumbrar todos aromas e sabores da Tempranillo num vinho jovem. Cresceu à mesa. Avaliação: 87/100 pts.

Confraria dos Enoblogs agora sob nova Coordenação. Tema escolhido: uva Malbec. Vinho: Arroba Roble 2006 #cbe

O comentário do vinho do mês é uma das principais atividades dos enoblogs. Para o penúltimo mês de 2010, o vinho escolhido é um Malbec: Arroba Roble 2006. É o 47º vinho da Confraria dos Enoblogs, cujo tema foi escolhido pelo Confrade Alexandre Frias, novo coordenador que assumiu no lugar de Gil Mesquita, que por motivos profissionais teve que abrir mão da coordenação mas que certamente deixará saudades porque durante todo período no qual desempenhou essa função o fez com serenidade e competência. Aproveitamos o ensejo para saudar o novo coordenador, que reúne todas condições para engrandecer ainda mais esta que é a maior Confraria de Vinhos Virtual do Brasil. Gustavo Kaufmann, do blog Enoleigos (enoleigos.blogspot.com) houve por bem escolher como tema uma uva muito conhecida no Brasil e que certamente não criará dificuldade para encontrar vinhos elaborados com ela, mesmo nos locais mais afastados: “Malbec, da Argentina, de qualquer faixa de preço”.

Arroba Malbec: “um vinho de autor” – Após trabalhar mais de 20 anos como enólogo em Salta, o argentino Carlos Balmaceda retornou, em 1998, a Mendoza para fazer seu próprio vinho. Em 2002 o sonho tornou-se realidade quando elaborou a primeira safra do Arroba Malbec. Além desse vinho, Carlos também faz um Torrontés de Salta (uma cepa que domina com maestria invejável), apenas 5.000 garrafas por ano, todas numeradas e bem personalizadas. A produção é pequena prezando a excelente seleção das uvas e o resultado não é um vinho potente, mas elegante e macio. Malbec puro com 25% de passagem em carvalho novo durante 12 meses eoutra parte em tanques de carvalho usados. Vinhedos em La Consulta e Luján de Cuyo.
 

O contra-rótulo informa que: “en la antegüedad el vino se vendía por Arrobas, medida de peso española utilzada en el siglo XVII. Así llamamos a éste Malbec roble , de edición única, intenso e aromático, que despertará al beberlo, sensaciones extremas”.

 

Degustação

Arroba Malbec 2006 – álcool: 14% – região: La Consulta e Luján de Cuyo/Mendoza – preço: R$ 79 – Importador: Berenguer Imports, tel 041 3586 0500, e-mail: comercial@berenguerimports.com.br (S. J. Pinhais – Paraná) - Rubi violáceo com halo púrpura. No olfato se apresenta intenso, elegante com notas florais (violetas), frutas vermelhas e negras integradas com a madeira que permite a livre expressão da fruta. Na boca, apresenta taninos doces, com frutas negras e chocolate. É um vinho gostoso, de boa acidez e estrutura que o habilita à mesa. Persistente, redondo, termina sem arestas, final achocolatado no fim-de-boca. Avaliação: 88/100 pts.++

Yellow Tail Shiraz 2010 – vinho do mês CBE #

Para o mês de agosto de 2011, quem escolheu o tema para o 58° vinho da Confraria Brasileira dos Enoblogs, foi o  Cristiano, do blog www.vivendovinhos.com  E o tema sugerido foi: “Qualquer vinho encontrado nos supermercados até R$ 40″.  Assim sendo, escolhemos o Yellow Tail Shiraz 2010, australiano,  encontrado com alguma facilidade na rede de supermercados Wal Mart.

 

Sobre o Yellow Tail

O vinho Yellow Tail é a terceira marca mais vendida no mundo e a primeira nos Estados Unidos. Em apenas dois anos, foi a marca que mais cresceu nos mercados americano e australiano. Em 2003 foi apontado como vinho tinto mais vendido nos EUA, ultrapassando todos rótulos californianos, com a marca de 4,5 milhões de caixas vendidas. Atualmente, o Yellow Tail está presente em 40 países e suas vendas ultrapassaram nomes tradicionais da França e da Itália. A principal explicação para esse sucesso além do forte investimento em marketing, foi ir além da simples conquista dos consumidores de outras marcas. A estratégia da Casella Wines , foi fazer o mercado crescer para atingir os consumidores de cervejas, coquetéis, coolers, ices e outras bebidas alcoólicas. Para o mercado brasileiro a estratégia é a mesma  e a aposta é na simplicidade, portanto, já se encontram à disposição dos consumidores, por cerca de R$ 35 (preço máximo sugerido),  três vinhos: Chardonnay, Shiraz e Cabernet Sauvignon.

 

 
 
Degustação
Yellow Tail Shiraz 2010 -  álcool: 13,5% – região: NSW – New South Wales – importador: Abflug  – preço sugerido: R$ 35 – preço pago: R$ 32,90 (Wal Mart) – no contra-rótulo consta que “por três gerações a família Casella tem elaborado vinhos na  pequena cidade de Yenda, Austrália. É aqui que o Yellow Tail foi criado com um simples propósito: fazer vinhos excepcionais que todos possam apreciar. É tudo que um vinho deve ser: amigável, fresco, saboroso e tem uma personalidade muito própria” - Análise organoléptica: exibiu atraente cor vermelho rubi medianamente intenso com reflexo violáceo, na transição para o púrpura. Aromas abertos, pouco intensos revelando alguma complexidade e sobretudo tipicidade: especiarias (canela), alcaçuz  e fruta negra (ameixa). Na boca seus taninos são imperceptíveis e sua acidez também é baixa. Tem muita fruta doce, que de tão perceptível passa a dominar o conjunto e o torna facílimo de beber, principalmente para quem está se iniciando no mundo do vinho. Alguma sobra de álcool, sem incomodar. Corpo magro. Baixa persistência. Enfim, um vinho direto, simples e descomplicado. Pode ser bebido refrescado. Sua grande virtude está na tipicidade da Shiraz e o seu perfil adocicado é apropriado para que não aprecia vinhos potentes, encorpados e secos. Avaliação: 84/100 pts.

Vinho do mês: Taurus Crianza Tinta de Toro 2005

O comentário do vinho do mês é uma das principais atividades dos enoblogs e desta vez houve mudança na sistemática de escolha dos vinhos que também passará a recairsobre uma determinada cepa, que no caso foi a espanhola Tempranillo. A feliz decisão de escolhê-la foi do Marcus, do blog - http//:azpilicueta96.blogspot.com, 39º vinho da Confraria dos Enoblogs.  

Taurus Crianza 2005: potente, concentrado e guloso

Taurus Crianza 2005: potente, concentrado e guloso

Vinho do mês: Porca de Murça branco

porca

O comentário do vinho do mês é uma das principais atividades dos enoblogs e desta vez o vinho escolhido foi o branco lusitano Porca de Murça 2008. Essa feliz decisão coube ao Rafael Loyola, do blog De Vinho em Vinho – http://devinhoemvinho.blogspot.com, vinho encontrado principalmente num de seus distribuidores, Makro Atacadista S/A (informação do contra-rótulo), 37º vinho da Confraria dos Enoblogs, cujo Coordenador é o Gil Mesquita, do excelente blog Vinhoparatodos.blogspot.com

Sobre a Real Companhia Velha.

No ano de 2006, a Real Companhia Velha celebrou 250 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto.
Para trás, ficou o registro de uma história fabulosa e de um passado glorioso. Para o futuro, existe a vontade de manter a elevada qualidade dos seus produtos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante. Desde a sua instituição, por Alvará Régio de El-Rei D. José I, em 10 de Setembro de 1756, muitos outros Reis reinaram em Portugal, sendo a importância e o valor da Real Companhia Velha bem demonstrados através dos valiosos serviços prestados à comunidade, assim como pelos privilégios majestáticos concedidos por D.Maria I, D.João VI, D.Pedro IV, D.Maria II e D.Pedro V, Soberanos Protetores da Companhia.

Desde os seus primórdios, as atividades da Companhia foram direcionadas para a defesa e promoção do prestígio do Vinho do Porto – o produto número um da exportação do país, naquela altura. De fato, a importância do Vinho do Porto para a economia portuguesa, entre os meados e os finais do séc. XVIII, era tal que, em 1799, o Vinho do Porto representava mais de 50% das exportações portuguesas.

Sobre o Porca de Murça Branco Douro DOC 2008

   Porca de Murça é das mais velhas marcas do Douro. A sua reputação esteve sempre associada à Região Duriense. Ao longo de várias gerações, a marca Porca de Murça permaneceu como uma das mais sólidas referências de vinhos de qualidade em Portugal.O Porca de Murça branco é o resultado de um elaborado loteamento de vinhos, fermentados tanto em inox como em barricas novas de carvalho, o que lhe proporciona notas amanteigadas e um delicioso sabor a frutos muito frescos. Com uma estrutura mediana, o “Porca de Murça” Tinto e o “Porca de Murça” Branco estão entre os Vinhos do Douro mais convidativos para o dia-a-dia. A versão branca utiliza as seguintes castas: Viosinho, Gouveio, Moscatel, Arinto e Fernão Pires, oriundas da Quinta do Casal da Granja, localizada no Planalto de Alijó, que produz as melhores uvas brancas da região.

Porca de Murça Branco Douro DOC 2008

  Cor: palha intenso com reflexos esverdeados.

  Olfato: floral, sugestão cítrica sobre um fundo mineral.

  Boca: Simples, curta, bom frescor. Nota cítrica ao final.

 Preço: R$ 18,90- Makro Butantã – SP

 Avaliação: 85/100 pts.