Diversão: participe do leilão de vinhos no portal www.clickdoscentavos.com.br

O site Click dos Centavos finalizará hoje os primeiros leilões  e quem quiser poderá  participar de novos leilões, inclusive de vinhos. Esses leilões são para que os usuários façam lances com a possibilidade de ganhar muito mais produtos!

 

E, em parceria com o Blog do Jeriel, após esses leilões, o Click dos Centavos também leiloará deliciosos vinhos de produtores idôneos, de alguns vinhos que já forma avaliados no blog, que tal?

 

Cadastrando-se agora, você ganhará cinco lances gratuitos para se divertir nos leilões e efetuar os lances para o que estiver sendo leiloado, os quais poderão depois  ser usados para participar dos leilões de vinhos!

 

Além dos vinhos, claro, haverá também muitos outros produtos interessantes que serão leiloados.

 

O site  Click dos Centavos visa a participação  e diversão  dos usuários e desejamos que todos possam fazer bom proveito   tendo a chance de ganhar muitos prêmios.

 

Vinhos que serão leiloados:

 

Primeira lista:
Kit Vinho:
1 Vinho Chileno Anakena Cabernet Sauvignon 750ml
1 Saca rolhas dois estágios
1 Caixa para presente

Kit Vinho:
1 Vinho Chileno Anakena Cabernet Sauvignon 375ml
2 Taças de vidro
1 Caixa para presente

Kit Vinho
1 Vinho Chileno Anakena Cabernet Sauvignon 375ml
2 Taças de Cristal
1 Cortador de lacre
1 Condutor de vinho
1 Caixa para presente

Kit Vinho
1 Vinho Chileno San José Apalta Carménère 375ml
2 Taças de vidro
1 Caixa para presente

 Não perca tempo, acesse já www.clickdoscentavos.com.br

Opções de bons Riesling no mercado

Os vinhos da casta Riesling (do Reno, não a Riesling Itálica) sempre foram bem representados no mercado nacional, sobressaindo-se naturalmente os alemães a alsacianos e alguns poucos países além. Talvez não tenham aumentado o número de países, mas a oferta de vinhos teve um sensível reforço.

Minha intenção não é dar uma ficha ampelográfica completa, mas tão somente relembrar que se trata, quando fiéis á tipicidade, de vinhos de alta acidez, frescor, mineralidade e potencial de guarda de muitos anos, ás vezes algumas décadas.

São poucos os brancos muito longevos, com destaque para algumas uvas como a Riesling, a Chenin Blanc, a Marsanne, alguns cortes de Sauvignon/Sémillon, Viognier e a Chardonnay, que foi motivo de sérios ressentimentos de consumidores que apostaram muito na longa vida de vinhos da Borgonha da década de 1990 e se decepcionaram muito! Mas isso é outro assunto.

PAÍSES

Basicamente seis nações dominam a viticultura desta casta, com maior área de vinhedos e produção: França (Alsácia), Alemanha, Áustria, Austrália, África do Sul e Estados Unidos. Esta divisão equânime entre Europa e Novo Mundo, apesar de volumes diferentes, permite a disponibilidade de um espectro de vinhos numa faixa de preços interessante. Na América Latina, o Chile oferece melhores vinhos, nos seus pouco mais de 300 hectares de plantação.

EVITE CONFUSÕES

É absolutamente necesário buscar alguma informação sobre o vinho que pretende comprar pois a Riesling admite algumas “variações” que não sustentam o seu verdadeiro caráter, o da uva renana. Assim temos a verdadeira e nobre Riesling do Reno, a Riesling Itálica (muito presente no Brasil em vinhos baratos ou cortes em outros vinhos secos e espumantes) e a Cape Riesling, uma versão sul-africana também conhecida como Crouchen Blanc.

BOAS COMPRAS POR FAIXA DE PREÇOS

Escolhi quatro vinhos abaixo de R$100, outros cinco entre R$100-150 e fechando com um vinho top. Apenas algumas sugestões, há vários outros!

ATÉ R$100

- Grans Fassian Riesling QbA 2007: do tipo meio-seco, delicioso como aperitivo, baixo teor de álcool (9,5%), aromas de maçãs verdes, mineral e cítricos, retrogosto a lichias. Decanter – R$74,10 – Alemanha (Mosel)- Nota: 86/100 pts.

- Franz Künstler Riesling Estate Trocken QbA 2007: seco, extremamente mineral, notas florais, maçãs verdes. Expansivo no palato, muito bom! Decanter – R$80,30 – Alemanha (Rheingau) – Nota: 90/100 pts.

- Domaine Frey Riesling Tradition 2010 (Biodinâmico): seco, feminino e elegante. Aromas de cítricos, florais, algo mineral, paladar macio, fresco e de média persistência. Cave Jado – R$ 81 – Alsácia -  Nota: 87/100 pts.

- Dr. Loosen Riesling 2007: sempre um campeão de vendas, pois custa uma pechincha e é fresco, jovial, frutado pleno, traços florais e minerais e também macio. Adega Expand/Inovini – R$ 55 – Alemanha (Mosel) Nota: 86/100 pts.

ATÉ R$150

- Château Ste-Michelle Riesling Eroica 2006: seco, boa tipicidade, aromas minerais (petrolado), frutas brancas e lima. Macio e longo. Adega Expand – R$102,40 – Yakima Valley – Washington (EUA) - Nota: 89/100 pts.

- Henschke Julius Riesling 2005: delicioso vinho, complexo, com nuances típicas minerais escoltada por frutas brancas, florais e mel. Expansivo, mostra final longo e notas de mostarda no retro-olfato. Adega Expand – R$148 – Eden Valley (Austrália). Nota: 92/100 pts.

- Leasingham Riesling Bin 7 2008: Um delicioso e macio vinho. Ataque aromático de pêssegos frescos, lima e acentos minerais que transitam entre o defumado e o típico petrolado. Fresco e vivaz, frutado e de final longo e picante. Wine Society – R$128 – Clare Valley (Austrália). Nota: 91/100 pts.

- Casa Marin Riesling Miramar Vineyard 2007: Boa tipicidade, sensação off-dry que chega a sugerir uma possível origem alemã, desfila frutas tropicais, floral, mel, traços defumados e fundo mineral. Vinea Store – R$144 – Valle San Antonio (Chile). Nota: 88/100 pts.

- Weingut Hirsch Zobin Riesling 2009: aromas intensos de frutas brancas e tropicais maduras, pelo queimado, cítrico e mineral. Seco, ótima acidez, macio, frutado, boa persistência. Importadora Vinhos da ÁustriaR$ 108,40 – Kamptal (Áustria). Nota: 89/100 pts.

ACIMA DE R$300

- Domaine Weinbach Riesling Schlossberg Grand Cru Cuvée Ste, Catherine 2007

Vinho jovem e denso, prometendo envelhecer por décadas. Jorge Lucki disse que já degustou no ano de 1990, uma safra 1948 não só em ótimo estado , como ainda na ocasião, “com muito chão pela frente”! Fresco e jovem, exalando notas cítricas como lima, adocicado de mel, floral, acento mineral pronunciado, final muito longo. Nota: 94/100 pts.

Grand Cru – R$390 – França (Alsácia) 

Texto e avaliações de André Logaldi

Top Italian Wines Roadshow – Gambero Rosso Brasil 2012

Da Índia para o Brasil, o Top Italian Wines Roadshow fará, pela primeira vez no Brasil, 2 grandes apresentações dos seus melhores vinhos, todos Tre Bicchieri no consagrado Guia Gambero Rosso.

O evento, que já faz parte do calendário internacional dos vinhos italianos, passa por outros países, como Estados Unidos, Rússia, China, India, e agora, São Paulo e Rio foram incluídos no roteiro pela primeira vez.

Isso, em parte, ocorre pelo grande interesse que o mercado brasileiro em geral, e do vinho em particular, tem despertado nos produtores de vinhos, em especial os do Velho Mundo. Outro fator importante é que o consumidor brasileiro, pouco a pouco, está migrando para um consumo de vinhos mais qualificado, buscando alternativas aos já muito conhecidos chilenos e argentinos.

Entre 2002 e 2010, as importações de vinho no Brasil cresceram 183%. As primeiras indicações a partir de 2011 mostram um crescimento de dois dígitos também. Está se tornando mais familiar ao consumidor brasileiro encontrar nas prateleiras ótimos rótulos de vinhos italianos, com qualidade, diferencial gustativo e preço, afinal, a Itália se popularizou aqui graças ao Prosecco e ao Lambrusco, mas não é apenas disso que é  feito o consagrado mercado italiano de vinhos no Brasil, as possibilidades com o vinho italiano são inúmeras.

Os chamados  “Roadshows” , promovidos pelo Gambero Rosso, constituem uma excelente oportunidade de intercâmbio cultural, uma oportunidade imperdível para forjar novos laços comerciais, e um teste crucial para a coesão do vinho italiano.

Esta é a quinta edição do “Gambero Rosso Roadshow”, ao redor do mundo, em 2011 o Roadshow passou por Mumbai, Cingapura, Seul e Moscou, viajando com cinqüenta das vinícolas de maior prestígio da Itália, apresentando degustação e seminários temáticos, como acontecerá no Brasil, com a presença dos próprios produtores.

Gambero Rosso, fundaoa em Roma em 1986, desde as primeiras edições do guia Vini d’Italia, organizou uma série de eventos internacionais para apresentar os vinhos italianos de qualidade no exterior.

Os Estados Unidos e a Alemanha foram os primeiros países envolvidos no início. Portanto, Ásia e América do Sul foram os países-chave para a comunicação sobre a cultura do vinho italiano. Em São Paulo e Rio de Janeiro Marco Sabellico, que é o editor sênior de vinhos Gambero Rosso – juntamente com um perito do vinho brasileiro, conduzirá um seminário. Mais de 200 vinhos top de cinqüenta produtores estarão presentes, cada um com sua própria história para contar. Uma ocasião imperdível para saborear o melhor da Itália.

Programação: Top Italian Wines Roadshow – Gambero Rosso 2012

Quando:

São Paulo, dia 23 de abril,  Rio de Janeiro dia 27 de abril de 2012

Programação:

Feira de top italian wines com a presença dos produtores.

Programação paralela:  2 Master Classes, conduzidas por um especialista italiano e 2 mediadores brasileiros

Número limitado de vagas em cada uma das Master Classes: 30; serão degustados 25 tre bicchieri em cada painel, só é permitido inscrever-se para um dos horários da Master Class, e a confirmação da inscrição fica sujeita a disponibilidade de vagas.

Horário do evento, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro:

Feira Top Italian Wines:

Das 14h00 as 17h00 – horário preferencial de atendimento a imprensa e trade em geral

Das 17h00 as 19h30 – outros convidados em geral e consumidores

O acesso ao evento será dado apenas por convites, individuais e intransferíveis, previamente enviados.

Horário das Master Classes:

1º Flight – das 14h00 as 15h00

2º. Flight – das 16h00 as 17h00

 

Vinícolas Participantes:  

 

Apollonio, Argiolas, Bertani, Cantina Gallura, Cantine Due Palme, Cantina Tollo, Cavit, Cecchi, Ceci, ColleMassari – Grattamacco, Colpetrone, Conti Zecca, Cusumano, Di Majo Norante, Domini Castellare di Castellina, Donnafugata, Elvio Cogno, Falesco, Fattoria del Cerro, Feudi di San Gregorio, Firriato, Gaja, Gruppo Italiano Vini, Guido Berlucchi & C., Livon, Lunae Bosoni, Marchesi di Barolo, Masciarelli, Masi/Serego Alighieri, Medici Ermete & Figli, Monte Schiavo, Nals Margreid, Nino Franco Spumanti, Planeta, Poderi dal Nespoli, Provenza, Rocca delle Macie, Ruffino, Ruggeri, Tenute Donna Olga, Tenute San Guido , Tenute Sella&Mosca, Tolaini, Torrevento, Umani Ronchi, Valle Reale, Velenosi, Villa Medoro, Villa Sandi, Volpe Pasini, Zonin.

Segunda degustação de vinhos Irurtia – Cabernet Sauvignon e Tannat

No dia 31 de janeiro realizamos mais uma degustação dos vinhos uruguaios Irurtia, com a presença de Clóvis Pavan e de Marcos Simonsen, da MS Import. Desta vez foram degustados dois vinhos:

Irurtia Cosecha Particular Cabernet Sauvignon 2008  

Irurtia Posada Del Virrey Tannat 2008 

Sobre as Bodegas Irurtia

Os Estabelecimentos Irurtia  nasceram com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima.  (a próxima vindima – 2012 – será a número 100). A partir de 1954, Dante Irurtia  promove a instalação de vinhedos selecionados para a produção de vinhos de qualidade internacional. Hoje, os Estabelecimentos Irurtia conjugam os máximos avanços da tecnologia com a tradição artesanal.

 

Vinhs Irurtia, da região de Carmelo (Colonia), Uruguai

Contrarrótulo

“Color rojo rubi intenso, aromas a ciruela, especias, arándanos, frambuesas, su sabor es agradable, redondo, complejo, de muy buena estructura, con un final pronunciado e armónico. Platos: quesos, carnes rojas, pastas y comidas con buen aderezo. Temperatura de degustación 18 graus.” 

  

Degustação

Irurtia Cosecha Particular Cabernet Sauvignon 2008 – álcool: 13% – região: Carmelo/Colonia -  Vermelho rubi de média intensidade. Aromas de frutas vermelhas  formando um perfil unidimensional. Na boca taninos leves, acidez mediana e alguma concentração de sabor com a fruta assumindo o papel principal, porque a madeira não incomoda. De média persistência, termina um pouco curto e sem amargor. Um Cabernet Sauvignon de perfil leve, sem a presença dos taninos marcantes que caracterizam essa cepa. Preço: US$ 3,93  

 

 

Contrarrótulo do Irurtia Posada Del Virrey Tannat 2008

“El Tannat con su color rubi profundo de gran intensidad, desarolla sus aromas frutales y se muestra en la boca con gran caráter, untuoso, en un excelente final que habla de elegancia y personalidad. Acompaña pastas, carnes rojas y todo tipo de comidas con buen aderezo.”

 

Degustação

Posada Del Virrey Tannat 2008 – álcool: 13% – região: Carmelo/Colonia  -  um pouco mais intenso do que o anterior na cor, que já tem alguma profundidade. Aromas frutados com framboesa, alcatrão sobre um fundo tostado. Na boca é um Tannat bem diferente daqueles que estamos acostumados, eis que seus taninos são leves e proporcionam maciez ao conjunto. Não tem a “pegada” normalmente exibida pelos Tannats uruguaios, característica essa que agrada a muitos mas que também afasta outros dos vinhos elaborados com essa cepa. A acidez também é boa assim como a concentração de sabor, sustentada pela fruta copiosa e pela madeira integrada. Média persistência e final limpo, sem adstringência -  preço: US$ 6,90 

 

 

Nesta segunda degustação os vinhos Irurtia confirmaram a fama porque se mostraram equilibrados, sem excessos de madeira, álcool ou mesmo de extração.  Os dois tintos, produzidos com uvas da safra 2008, se destacaram no frescor e na qualidade. O primeiro mostrou que a Cabernet Sauvignon, permite a elaboração no Uruguai, de vinhos leves, sem taninos exagerados  e sem as cansativas notas herbáceas  que essa uva apresenta em alguns exemplares do Novo Mundo. O Posada del Rey Tannat cresceu à mesa, como acompanhamento de um entrecote e harmonizou razoavelmente por conta de sua boa estrutura. Enfim, um vinho de taninos finos, maduros e muito fácil de beber.

Série a produção do vinho: envelhecimento

Crédito da imagem portal IG – coluna de vinhos

A bebida é então engarrafada e passa ao estágio de sua vida que chamamos de envelhecimento. É aí que o vinho completa sua educação, faz sua pós-graduação. Muda de cor, perde taninos e acidez, tornando-se mais macio e adquire aromas de evolução que denominamos bouquet. É um erro referir-se ao aroma de qualquer vinho utilizando a palavra bouquet, já que ela diz respeito apenas aos aromas adquiridos pelo envelhecimento em garrafa. A grande diversidade de componentes dos tintos (cerca de 400) e a evolução e interação entre eles ao longo tempo são os motivos que fazem o envelhecimento tomar importância. Mas observe que nem todo vinho se presta a tal fenômeno. Somente os que tem estrutura (taninos, acidez) evoluem por longos anos em garrafa. Fonte: Adega Veja do Vinho – volume 8

Pedro Ximenez: versatilidade para sobremesas

 

A uva Pedro Ximenez, também dita Pedro Jimenez ou apenas PX, tem seu ponto de origem na região espanhola da Andaluzia, na área viticultural de Montilla-Moriles. Também pode ser vista em outros países como a Austrália e a Argentina, mas com vinhos de apelo bem inferior.

O que mais aprecio nesta uva é a sua versatilidade para as sobremesas, sobretudo por se adequar muito bem aos doces de nosso país! Apesar da produção de vinhos secos, a PX caracteriza-se por sua versão doce, inclusive talvez seja o vinho mais adocicado de planeta! Há uma opinião corrente que a Andaluzia produz tanto o vinho mais seco do mundo como o mais doce, respectivamente o Jerez Fino e o PX.

REGIÃO

A Denominación de Origen Montilla-Moriles está em posição bem central no mapa da Andaluzia, a leste de Jerez, ao norte de Málaga e ao sul de Córdoba e conta com 17 pequenos municípios, cobertos de um solo branco riquíssimo em carbonato de cálcio, as albarizas, que favorecem a maturação das uvas.

Os municípios de Montilla e Moriles, são os únicos a possuir o status de “Zona calificada superior”, por isso dão seus nomes à D.O. mas a PX tem sua área referencial de cultivo em Montemayor e Puente Genil. Os terrenos são muito minerais e ricos em sílica.

O clima é semi-continental, com influência óbvia mediterrânea e tem verões longos e quentes e invernos curtos. As médias de temperaturas anuais são de 12-26ºC.

PRODUÇÃO

Os vinhos de PX também são “fortificados”, como os vizinhos famosos de Jerez, quer dizer que recebem a adição de aguardente, no caso, durante a fermentação.

As uvas antes da fermentar são passificadas e o potencial de açúcar é altíssimo, em torno de 238-250 gramas por litro (até 13,7 de potencial alcoólico “natural”).

Os vinhos são submetidos ao sistema de “soleras”, ou seja, há uma mescla de vinhos jovens com pequenas partes de vinhos mais velhos, todos envelhecidos em barris. O vinho pronto leva partes de vinho da barrica mais velha e de outros de diversas idades.

Os vinhos doces de PX, são densos e escuros, tons marrons com halos esverdeados, com aromas intensos de frutas passas como tâmaras, ameixas, figos e notas evidentes de melaço de cana.

HARMONIZAÇÕES INTERESSANTES

Classicamente se indica um PX com queijos azuis, sobremesas à base de chocolate (eu particularmente não gosto desta última). Para um sommelier profissional, não se pode esquecer de charutos também.

Mas ele é versátil o suficiente para ficar muito bom com doces bem brasileiros! Listarei abaixo as minhas melhores experiências de harmonizações!

Exemplos:

  • Sorvetes de baunilha ou coco com nozes: classicamente a receita mais simples pede que se abra um buraco numa generosa bola de sorvete e se encha com o vinho.
  • Paçoca com banana
  • Queijo de coalho assado ou na brasa
  • Manjar branco com calda de ameixas pretas
  • Banana-da-terra frita com canela
  • Arroz-doce (sem leite condensado!) com bastante cravo e canela

O importante é evitar uso excessivo de açúcar nas receitas e também evitar a qualquer preço o emprego de leite condensado, substituindo-o por creme de leite fresco.

O VINHO

BODEGA EL MAESTRO SIERRA PEDRO XIMENEZ

100% PX – Álcool: 16% – R$100,35 (750ml) – Importadora Decanter

Coloração marrom de média intensidade, lágrimas abundantes e espessas. Aromas intensos de melaço, caramelo, casca de cítricos confeitados e tâmaras. Na boca é doce, denso, porém com acidez agradável impedindo-o de parecer enjoativo. Textura macia, expande-se em notas de frutas secas e melaço, com muito longa persistência. Nota: 92/100 pts.

A LENDA

Diz-se, como no livro de Oz Clarke (Grapes and Wines), que Pedro Ximenez era o nome de um soldado espanhol que introduziu a casta na Espanha após uma campanha militar na Holanda! Talvez a uva tenha vindo do vale do Reno, todavia é difícil crer na hipótese de uma casta de uma área gelada possa ter se implantado num dos terroirs mais quentes da Terra.

Avaliação e artigo de André Logaldi

Chianti Nipozzano Riserva 2004 foi além da pontuação obtida no Top 100 WS 2007 – 91/100 pts.

Isso mesmo, o delicioso Chianti Nipozzano Riserva 2004 (safra indisponível, adquirida anos atrás no Duty Free) foi além da pontuação obtida no Top 100 2007 – Wine Spectator, quando alcançou 91/100 pts e integrou a lista do melhores vinhos de 2007. Não custa lembrar que o nome Frescobaldi representa tradição não só na elaboração de vinhos, mas também nas áreas de arte, da cultura e da história da Toscana, que remonta a mais de 700 anos.  A história começa com Frescobaldi Berto que adquiriu para seus filhos, propriedades rurais, entre elas casas, moinhos, vinhas, pomares e fazendas. Nos séculos XV e XVI a família florentina era uma fornecedora de vinhos que vendia para o inglês Royal Court e muitos outros estabelecimentos da família real em toda Europa, incluindo a corte papal.

Chianti Nipozzano 2004 - apresentou ótima evolução na garrafa. Importado por Ravin.

Nipozzano Riserva Chianti Rufina DOCG 2004 – uva: Sangiovese (90%) e Malvasia Nera, Cabernet e Merlot – álcool: 13,5% – R$ 115 (safra 2007) – região: Toscana – Vermelho rubi intenso, brilhante, profundo com discreto halo granada em formação. Aromas complexos  com notas de alcaçuz, frutas negras, fumo-de-corda, sous-bois, especiarias, mentol  sobre notas terrosas com ampla sustentação na taça. Na boca exibiu toda característica da  Sangiovese  com taninos presentes de excelente qualidade, integração do álcool, fruta, madeira formando um conjunto solidamente estruturado, que está no auge da evolução e que por isso se caracteriza por sua suavidade e elegância. Acidez que provoca intensa salivação. Vinho emblemático de excelente tipicidade. Avaliação: 92/100 pts.

Guado Al Tasso 2007 – DOC Bolgheri Superiore

“O nome Antinori está presente na história do vinho desde 1293, com a fundação na Toscana da “Corporazione dei Vinattieri”, ou seja, o Brasil ainda não existia no mapa da humanidade e já se produzia vinho nos Antinori. A família, que vive no Palazzo Antinori desde 1506, uma jóia arquitetônica do renascimento, com 50 cômodos que servem de residência e escritório para a família em Florença, desde 1966 tem no comando seu patriarca Piero Antinori, hoje com 70 anos. Seu site www.antinori.it é uma aula de história e merece uma visita para que se possa ter a dimensão dessa família e de seu envolvimento com a cultura, a arte, a gastronomia e o turismo na vida italiana. Hoje, as terras de Antinori encontram-se também na Umbria, Puglia, Lombardia e Piemonte, na Itália, e também na Hungria, Chile, Malta e Estados Unidos, onde no ano passado a família Antinori adquiriu, em parceria com o Château Ste. Michelle, o lendário Stag’s Leap, que em 1976 venceu a famosa Prova de Paris de Steven Spurrier, ficando à frente de Mouton-Rothschild, Haut-Brion e Château Montrose e confirmando definitivamente o novo mundo na história do vinho. Piero Antinori promoveu grande impulso aos negócios da família. Foi sob seu comando, por exemplo, que na década de 70 nasceu o Tignanello, ícone “supertoscano” (vinhos produzidos com uvas francesas e envelhecidos em barricas de carvalho francês), como também o Guado al Tasso e o Solaia. Seu pai, Niccolò, já havia escandalizado a região do Chianti, quando em 1924 introduziu um tipo de Chianti com uvas de Bordeaux.” – informção colhida no site do importador oficial no Brasil – Winebrands - “Marchesi Antinori”
 
 
 
 
 
 
 
 
Mensagem do contrarrótulo:
 
 
 
 
 
Degustação
Guado Al Tasso 2007 – álcool: 14% – uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot – região: Castagneto Carducci, Livorno, Toscana – preço: R$ 394 – importador: Winebrands  -   Vermelho rubi intenso, profundo com reflexo púrpura. Aroma elegante, com sugestões balsâmicas e mentoladas mescladas a frutas negras frescas sobre notas tostadas e de chocolate com um pouco de licor de cassis. Leve alcaçuz. Na boca a sua entrada é envolvente e salivante. Seus taninos estão presentes mas são de excelente qualidade assim como sua acidez. A fruta está presente assim como a madeira com toques de côco queimado (barrica francesa). Termina lácteo com longa persistência deixando uma sensação aveludada no palato. Avaliação: 92,5/100 pts.++
 

Mensagem do contrarrótulo: "Prodotto soprattutto con uve Cabernet Sauvignon, una parte di Merlot e Cabernet Franc ed una piccola aggiunta di Petit Verdot nella Tenuta di Guado al Tasso a Bolgheri. Il vino viene affinato per cerca di 18 mesis in piccole botti di rovere e per almeno altri 10 mesi in bottiglia. Non filtrato."

 
 
 

Guidalberto IGT Toscana 2008

Tenuta San Guido está estabelecida em Bolgheri, Toscana e produz um dos vinhos mais destacados  de toda Bota:  Sassicaia. Fundada em 1968, seu proprietário é o Marchese Nicolò Incisa della Rocchetta, filho do piemontês Mario Incisa della Rocchetta (morto em 1983)  e da ítalo-americana Clarice della Gherardesca. Já Guidalberto della Gherardesca, viveu em Bolgheri no começo século XVIII e foi o pioneiro da viticultura nessa região. O  Supertoscano Sassicaia é considerado um verdadeiro Bordeaux italiano, porque em 1978 venceu uma degustação histórica dos melhores Cabernet Sauvignon do mundo, em Londres. Desde então sempre ocupou lugar de destaque na constelação dos bons vinhos italianos, principalmente por sua classe e longevidade. A propriedade também produz um segundo vinho, o  Guidalberto  e recentemente lançou o também Le Difese, verdadeiro “entry–level”, que sistematicamente obtém elevadas notas da crítica especializada italiana e estrangeira.

Também cabe destacar que a Tenuta San Guido, cultiva uvas de várias parcelas espalhadas em  Bolgheri num total de 75 hectares, com 85% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc. A produção anual é de cerca de 180.000 garrafas. No segundo vinho  Guidalberto, introduzido em 2000, as uvas que compõem o corte são (desde 2004) Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%), com produção anual de 150.000 garrafas.

 Degustação

Guidalberto IGT Toscana 2008 – 14% álcool – uvas: Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%) – preço: R$ 289,00 – Como supramencionado,  a Tenuta San Guido, fundada em 1968,  tem por proprietário  Marchese Nicolò Incisa della Rocchetta, filho do piemontês Mario Incisa della Rocchetta (morto em 1983) e da ítalo-americana Clarice della Gherardesca. Já Guidalberto della Gherardesca, viveu em Bolgheri no começo século XVIII e foi o pioneiro da viticultura nessa região. O vinho Guidalberto  amadurece doze meses em barricas novas de carvalho americano (20%) e francês (10%) e o restante das barricas são oriundas do SassicaiaAnálise organoléptica: vermelho rubi violáceo intenso e profundo. Paleta aromática complexa, fruta em evidência com notas balsâmicas sobre um fundo de frutas negras e chocolate. Na boca é um vinho expansivo e solidamente estruturado com uma impressionante massa de taninos de ótima qualidade. Sem conflito entre fruta e madeira. Necessita de tempo para evoluir na garrafa, contudo, já dá mostras do que será daqui alguns anos: um vinho de estilo francês com acento italiano. Fim de prova persistente, intenso, profundo e sem arestas. Vinho reconhecidamente longevo, produzido com uvas da safra 2008 considerada excelente na Toscana, para ser bebido nos próximos dez anos. Obteve 90/100 pts. de  RP (31.10.2010) e da Wine Expectator (30.09.2010), Gambero Rosso – Tre Bicchieri. Avaliação: 90/100 pts.++

Petresco Chianti Classico Riserva DOCG 2007

O Petresco Riserva DOC 2007, é um Chianti Classico que integra o Consórcio do “Galo Nero”, produzido em Florença (Panzano) em “Greve in Chianti”, elaborado com uvas de um vinhedo “orgânico” denominado “Le Cinciole”. Neste vinhedo é cultivada com exclusividade a Sangiovese. O tipo de solo é argiloso de ardósia “Pietraforte” (um tipo de arenito). A exposição dos vinhedos é Sudeste. A propriedade tem uma extensão de 30 hectares a uma altitude entre 400 e 450 mts e está localizada próxima à cidade de Panzano in Chianti,  coração da região do Chianti Classico. Além das vinhas,  olivais também são cultivados na propriedade. O nome “Le Cinciole” indica uma localidade que  assim tem sido chamada por séculos e, aparentemente, é a banalização da “Le terre di Quíntio” (terras de Quíntio). A propriedade é gerida pessoalmente pelos proprietários  Valeria Viganò e Luca Orsini. A propriedade inclui atualmente treze hectares  de vinhedos, dos quais onze são realmente produtivos e cinco hectares de oliveiras com cerca de 1.000 plantas.

O objetivo principal da vinícola sempre foi a busca de qualidade sem perder de vista as tradições da região. O que a caracteriza em particular, é a escolha da uva Sangiovese para produzir Chianti Classico, com uso moderado de madeira para respeitar o caráter varietal da cepa.

Dois vinhos são tradicionalmente produzidos: “Le Cinciole” Chianti Classico e “Petresco,” Riserva. O primeiro é produzido com Sangiovese e uma porcentagem muito pequena de  Canaiolo, amadurecido em barris de carvalho de média capacidade. O objetivo é exaltar as características da uva e a conservação, tanto quanto possível das fragrâncias da natureza  agradável de um vinho jovem. O Petresco Chianti Classico Riserva DOCG, que é o vinho que nos interessa no momento,  representa a seleção das melhores uvas Sangiovese das melhores vinhas, com amadurecimento em barrica, a fim de obter a relação correta entre a madeira e o vinho, a fim de expressar, na sequência de um longo amadureciemnto em garrafa, a complexidade essencial de vinhos feitos para envelhecer. Extremo cuidado tem sido dado aos aspectos agronômicos e enológicos da produção deste vinho. Por fim, cabe destacar que atualmente, Podere Le Cinciole produz 35.000 garrafas de Le Cinciole Chianti Classico, 4.000 de Petresco Chianti Riserva e 3.000 do Supertoscano “Camalaione” IGT Toscana.

 

 

Os produtores Luca e Valeria supervisionam pessoalmente a seleção cuidadosa dos cachos de Sangiovese utilizados na elaboração deste vinho. As uvas são selecionadas nos vinhedos que mostram o melhor de amadurecimento e que “expressa” o caráter da safra atual da melhor forma. A vinificação é realizada em tanques de cimento “piletas”  e de vidro. Durante a fermentação do mosto existe uma continua verificação para que a temperatura não ultrapasse 28 graus Celsius. Realiza-se a fermentação  maloláctica e também batonnage. O vinho foi amadurecido  em barrica de carvalho oval por 18 meses e afina na garrafa por mais 12 meses antes de sua liberação a mercado. Produção média / ano: 4.000 garrafas.

A melhor definição para o Petresco Chianti Riserva 2007 é a de um vinho produzido numa excelente safra na região, que está num ótimo momento para ser bebido e que se trata de um vinho muito gostoso!!
Degustação
Petresco Chianti Classico Riserva DOCG 2007 – álcool: 13,5% – uva: Sangiovese – região: Greve in Chianti – importador: MS Import – preço: R$ 189 – vermelho rubi de média concentração com reflexo violáceo. Aromas abertos com notas de frutas vermelhas, sous-bois, tabaco, alcaçuz sobre um fundo defumado com sustentação na taça. Na boca revelou taninos macios, redondos e de boa qualidade. Bom equilíbrio entre acidez, fruta, madeira com uma leve ponta de álcool. Largo, expansivo e salivante, é um vinho gostoso,  amplo, fino  com notas que lembram chocolate amargo. Persistente, longo, maduro e sem arestas. Cresceu à mesa como acompanhamento de entrecôte.  Avaliação: 89/100 pts.+