Sicília – tanto continente quanto ilha, a Sicília possui uma impressionante variedade de tipos de uvas e climas. Essa diversidade é devida em parte ao legado vinícola que remonta a 3.000 anos e em parte à topografia ímpar da ilha. Embora a Sicília seja inegavelmente quente – as temperaturas no verão podem chegar a 40° C -, o Mediterrâneo traz brisas refrescantes e o monte Etna lança uma sombra sobre o nordeste da ilha. Cepas autóctones prosperam em condições áridas e recentes avanços tecnológicos têm anunciado uma nova era na vinicultura siciliana.

Hoje, não há dúvida de que a Nero d’Avola produz um vinho de prestígio de grande qualidade e é apreciado em todo o mundo por seu caráter marcante e poderoso. Crédito da imagem: http://www.vinidaino.it

Hoje o vinho de  Nero d’Avola é um dos mais procurados na Itália, graças às suas excelentes características, o tom suave e frutado e as fragrâncias mediterrâneas que consegue expressar, e tudo isso, em geral, mantendo uma relação qualidade/preço de fazer inveja. Claro, a Sicília não é apenas Nero D’Avola, mas às vezes um vinho encarna o espírito do tempo e este tinto excelente pode legitimamente representar a Nova Sicília do Vinho, com os bons ventos trazidos pelo no terceiro milênio. Fontes: O Grande Livro dos Vinhos – Editora Publifolha – 1a. edição – agosto de 2012 e Gambero Rosso

No portal Tintos & Tantos, cuja leitura  sempre recomendamos, a Nero D’Avola é “também conhecida como Calabrese, é a variedade tinta mais plantada na Sicília. E não é de hoje. Essa é uma história de séculos.

O nome Nero d’Avola, inclusive, refere-se à “uva negra proveniente da cidade de Avola”, na costa sudeste da ilha.

Mas há uma polêmica envolvendo a origem da uva. Há quem afirme que ela nasceu na Calábria. Há quem sustente que o nome Calabrese não tem essa ligação, tendo derivado, na verdade, da palavra Calavrisi ou Calaurisi, usada para identificar os habitantes de Avola. Há quem afirme, ainda, que ela surgiu na Mesopotâmia.

O fato é que Nero d’Avola é considerada uma uva nativa da Itália. O que já faz dela uma uva interessante.

Outro fato é que essa uva tem sido, cada vez mais, vista em varietais. Quando em cortes, os parceiros mais comuns da Nero d’Avola são Cabernet Sauvignon, Frappato, Merlot e Syrah.

Além da Itália, outros produtores que têm se destacado no cultivo de Nero d’Avola são Austrália e Califórnia.

Nero d’Avola é intensamente aromática. Quando jovem, o vinho produzido com a Nero d’Avola traz aromas de ameixa, frutas vermelhas, pimenta e cravo. Com o tempo em carvalho, contudo, Nero d’Avola adquire também sabores de chocolate e acentuado aroma de framboesa. Com cor profunda, acentuada acidez, alto teor alcoólico e muitos taninos, esse é um vinho que envelhece bem “.

http://www.tintosetantos.com/index.php/escolhendo/cepas/670-nero-d-avola

 

 

Degustação –

Il Padrino Nero D’Avola Terre Siciliane IGT 2016 – Álcool: 13% – Importador: Terra Vinis Preço: R$ 59 – vermelho-rubi intenso com reflexo púrpura. O ataque aromático inicial é floral logo a ceder espaço para frutas negras como ameixa e figo sobre especiarias (cravo principalmente) com razoável sustentação. Na boca sua entrada revelou um tinto macio, cujo álcool está integrado e a fruta bastante evidente por não passar por madeira. Harmônico, dotado de boa acidez, com um discreto toque de chocolate amargo, é um Nero D’Avola sólido, maduro, picante, moderno, facílimo de beber e de gostar. Termina fresco, medianamente persistente. Saboroso e gastronômico (foi bem à mesa), é detentor de relação qualidade-preço. Avaliação: 89/100 pts.

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